Livro "Proibido Amor"



Proibido Amor não é fruto de negativismos, mas da esperança de que um dia poderemos viver em paz, não importando a cor da pele, a raça, o condição social ou orientação sexual. Que os leitores sejam agraciados pela mesma paixão pela vida que tenho em meu coração, e, parafraseando Jesus Cristo: "... que tenham vida em abundância..."


FILME: PROIBIDO AMOR

FILME: PROIBIDO AMOR
AJUDEM A TRANSFORMAR A OBRA "PROIBIDO AMOR" EM FILME. COMENTE SOBRE O LIVRO E INDIQUE O BLOG PARA ESTUDANTES DE CINEMA, ESCOLAS DE CINEMA, CINEASTAS, PRODUTORES ETC. ASSIM, JUNTOS VAMOS LEVAR A MENSAGEM DA INCLUSAO PARA TODO O BRASIL E DAR UM GRANDE PASSO NA FORMACAO DE UMA NOVA MENTALIDADE NO BRASIL.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Revista Viva Beleza, edição Julho/2010 - Destaque para a obra Proibido Amor





A Revista Viva Beleza, nesta edição de Julho/2010, deu destaque para a obra
Proibido Amor de Davy Rodrigues.



A matéria foi de Ivete Vitar.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

MATÉRIA SOBRE O LIVRO PROIBIDO AMOR E O AUTOR DAVY RODRIGUES NA REVISTA YOU BRASIL ED JUNHO/2010


Confiram a matéria que saiu na revista You Brasil de Junho/2010 na página 76 sobre o autor Davy Rodrigues e sua obra "Proibido Amor".


Em Julho/2010 muitas outras matérias serão veiculadas dando mais visibilidade a obra que tem recebido muitos elogios dos leitores.

domingo, 27 de junho de 2010

Inclusão, uma questão de atitude


POR DAVY RODRIGUES

Quando ouvimos a palavra “Inclusão”, muito empregada ultimamente nos meios de comunicação, o que nos vem de imediato à mente é a idéia de que algo esteja fora e necessite ser integrado ou reintegrado. Essa concepção não está errada e é até bem próxima do que realmente venha a significar o termo.


A maneira como essa “Inclusão” pode ser trabalhada é que assume nuances bem variadas, e precisamos estar bem atentos ao quanto podemos promovê-la em nossas mais simples ações do cotidiano. Na sociedade em que vivemos temos a idéia de que muitos paradoxos e paradigmas sociais de herança religiosa ou política estão sendo quebrados, mas na contra-partida outros tanto estão sendo erguidos com pilares bem fortes. Se por um lado as novelas, filmes, seriados, programas jornalísticos, dentre outros tantos meios da mídia televisiva, promovem de maneira sutil e paulatina um processo inclusivo no qual negros, obesos, homossexuais, portadores de necessidades especiais diversas, enfim, um contexto onde as minorias passam a existir e entoar sua voz que há muito tempo ficou abafada pela indiferença, por outro, movimentos silenciosos começam a edificar uma “Torre” com bases bem fortificadas que ainda não podemos imaginar onde pode levar as futuras concepções das sociedades futuras. Por exemplo, verdadeiros paredões estão sendo colocados nas vias de acesso do Rio de Janeiro, como as Linhas Amarela e Vermelha. Os visitantes de outros estados ou países já não se deparam mais com uma imagem chocante (ou real?) dos contrastes sociais de nossa cidade, mas o que ainda não foi desenvolvido foi um “aromatizador” para eliminar o mal cheiro gerado pelos longos anos de abandono de nossos governantes com a Baía de Guanabara. Não ver as Comunidades pode até amenizar um “desconforto” que temos quando nos deparamos com uma realidade que talvez tenha a participação de todos nós, quando não nos importamos com o valor real de nosso voto, quando não protestamos contra as ações corruptas de nossos governantes e assumimos uma postura passiva diante dessa verdadeira “politicalha” instalada à nossa frente.

Somos as duas coisas. Promotores da Inclusão e seus destruidores. Somos, de acordo com nossas atitudes e ideais, os que lutam pelas soluções do presente, mas também os que geram as Exclusões de um futuro bem próximo.

Davy Rodrigues é Bacharel em Teologia e Escritor Romancista Inclusivo.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

DO SITE G1.GLOBO.COM: MORRE AOS 87 ANOS JOSÉ SARAMAGO



Extraído do site G1.

José Saramago morreu hoje (18/06/2010) as 12:30h em Lanzarote, nas Ilhas Canárias, em razão de uma múltipla falha orgânica, devido às complicações da Leucemia.

É com muito pesar que recebo a triste notícia da partida desse homem de tanto valor em nosso tempo. Saramago foi, é e sempre será uma das mais potentes vozes protestantes, incômodas, resistentes, enfim, tudo que possa expressar a Não-Conformidade.

Certo de que sua passagem contribuiu em muito para o progresso e a evolução daqueles que, como ele, não se contentam com meias verdades e buscam sempre o que há de mais nas "histórias contadas".

Descanse em
paz na
certeza de ter
realizado uma grande tarefa que
lhe
fora
confiada
por Aquele... chame lá
como tu
gostarias de tê-lo
chamado...

Algumas de suas obras que eu mais admiro:
  • Caim
  • Ensaio sobre a cegueira
  • O Evangelho segundo Jesus Cristo, dentre tantos outros

sábado, 5 de junho de 2010

Livro Proibido Amor na Mídia Eletrônica!





Obra de Davy Rodrigues começa a ganhar destaque na mídia eletrônica no Brasil


O livro Proibido Amor está cada vez ganhando mais evidência nos veículos eletrônicos.


Confira as duas mais recentes matérias no site http://www.literal.com/ e no site http://acapa.virgula.uol.com.br/site/noticia.asp?origem=home&codigo=11015&titulo=Autor+Davy+Rodrigues+fala+sobre+seu+livro+de+estreia%2C+que+trata+da+f%E9+e+homossexualidade (entrevista concedida ao Rev. Márcio Retamero - colunista do site - o maior no meio LGBT no Brasil)

sábado, 29 de maio de 2010

Mc Donald's : "Venez comme vous êtes" version gay

Um hamburguer com tempero arco-íris é o que pode ser vislumbrado no comercial da rede de fast food McDonald’s na França.

Um jovem está na lanchonete vendo uma foto com várias pessoas. Recebe uma ligação e diz que está com muitas saudades enquanto acaricia alguém na imagem. Logo, diz que precisa desligar porque o pai está vindo.O pai chega e diz: “É a foto da sua turma? Eu me parecia com você na sua idade. As garotas eram loucas por mim. Pena que só há meninos na sua classe. Você faria muito sucesso”. A resposta do jovem é um sorriso de quem não discorda nem concorda com a afirmação.


Por fim, um slogan aparece: “Venha como você é”.

>>> ISSO É INCLUSÃO! ESSAS MANIFESTAÇÕES SÃO A PROVA VIVA DE QUE NUM MUNDO MODERNO E EM PLENO PROCESSO DE EVOLUÇÃO, AS DIFERENÇAS APENAS ENRIQUECEM ESSA SOCIEDADE UNIVERSAL!


Veja o Vídeo do Comercial no Youtube

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Livro Proibido Amor no site da Hair Brasil!


O Livro Proibido Amor já está bombando na web!
O maior site do mercado de beleza do Brasil, Hair Brasil, fez uma
matéria e deu grande destaque para a obra.

Acesse www.hairbrasil.com e confiram!

domingo, 23 de maio de 2010

Sucesso! Lançamento do livro "Proibido Amor" lotou a Livraria do Museu da República e promoveu um encontro muito agradável!


A Livraria do Museu da República no Catete recebeu com muito carinho todos os convidados para o lançamento do livro Proibido Amor, de Davy Rodrigues.
A Metanóia Editora promoveu um evento de grande sucesso. Pessoas de vários locais e de diferentes atividades compareceram ao evento para prestigiar com grande carinho o autor Davy Rodrigues no lançamento do seu primeiro romance Inclusivo intitulado Proibido Amor.

A proposta de Davy Rodrigues é a quebra do paradoxo religioso que tanto influenciou (e influencia) nossa sociedade, criando conceitos e valores que muitas vezes aprisionam as pessoas que se percebem "diferentes" dos padrões pré-concebidos.

A obra promete ser bem polêmica.
Leia e indique a todos os seus amigos. Para adquirir, basta acessar o site da editora: www.metanoiaeditora.com

Adicione o perfil do livro no Orkut e confira as fotos do evento: livroproibidoamor@gmail.com

Itamaraty oficializa direitos de parceiros gays      Extraído do site acapa.com


Mais um avanço no processo Inclusivo no Brasil!
Abaixo, veja a reportagem extraída do site acapa.com sobre os avanços das políticas públicas em favor da diversidade.

Na última sexta-feira (14/05), o ministério das Relações Exteriores oficializou o direito de passaportes diplomáticos a parceiros gays de servidores que trabalham nas representações do Brasil no exterior. A decisão, que iguala parceiros homossexuais e heterossexuais, foi anunciada em comunicado interno a embaixadas e consulados em mais de 200 países.

De acordo com o Itamaraty, a medida deve evitar que funcionários gays registrem seus parceiros como serviçais, o que acontecia para assim garantir o direito de permanência fora do país.

Agora, com a concessão do passaporte diplomático, na prática, significa que os parceiros terão mais facilidade em obter permissão de residência. Tal decisão complementa outra resolução, de 2006, que já permitia aos funcionários do quadro de serviços do Itamaraty incluir parceiros do mesmo sexo como dependentes em planos de assistência médica.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Extraído do site ionline.com: Saramago e a Igreja: história de amor e ódio



Basta uma opinião contrária... basta uma visão nova... basta falar de sua "Propriedade - a Bíblia"... pronto! A Igreja se manifesta e demonstra "todo o seu amor"...


Confira a reportagem sobre as críticas à nova obra de José Saramago "Caim"


É uma guerra justa: há quem dê razão ao Nobel português, há quem fique do lado da Igreja. Ontem a luta entrou na política e o eurodeputado social-democrata Mário David escreveu no seu site pessoal que José Saramago, que esta semana voltou a atear opiniões com o lançamento de "Caim", devia renunciar à cidadania portuguesa. "Tenho vergonha de tê-lo como compatriota! Ou julga que a coberto da liberdade de expressão se lhe aceitam todas as imbecilidades e impropérios?", questiona o eurodeputado. José Saramago, que veio a Portugal apresentar o novo livro e participar no festival Escritaria 2009, da Câmara Municipal de Penafiel, convocou para esta manhã uma conferência de imprensa na editora Leya, em Alfragide.


O conteúdo da comunicação não foi avançado.Ontem, contudo, já havia resposta em nome próprio às reacções da Igreja Católica ao seu novo livro e às críticas a Bento XVI. "Abençoada ingenuidade que me permitiu ler o que lá está e não qualquer operação de prestidigitação, dessas em que a exegese é pródiga, forçando as palavras a dizerem apenas o que interessa à Igreja. Leio e falo sobre o que leio", disse ao "Diário de Notícias", referindo-se à expressão "ingenuidade confrangedora" utilizada por D. Manuel Clemente.


O porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa, que sugeriu "ser uma operação de publicidade" dizer mal da Bíblia, também não escapou: "O padre Manuel Morujão já disse que a leitura de 'Caim' não é uma das suas prioridades. Estranha coisa é um porta-voz que não sabe de que está a falar." Nas estantes das livrarias, o amor é brando.


Os livros de Saramago vendem-se a um ritmo próprio - o último levou dois anos a esgotar seis edições. Quanto a "Caim", a Caminho, editora do Nobel português, garante que está a sair bem, apesar de não ter ainda dados concretos sobre as vendas.

domingo, 16 de maio de 2010

Dia 22/05, lançamento do livro Proibido Amor. Espero todos lá!!!



Amigos, em 2007 buscava algo que pudesse fazer em favor do "próximo". Embora pareça piegas, fazer algo positivo pelas pessoas que de alguma maneira sofrem é sempre benfazejo!

Comecei a escrever algo que não sabia bem o quê... mas tronou-se na obra "Proibido Amor". Quando li o texto completo pela primeira vez havia passado um ano desde que começara a escrever... senti algo bom em meu peito. Esse livro não está na classificação Auto-Ajuda, mas pode ser de grande valia a quem não tenha ninguém para falar sobre seus "segredos", que às vezes nos consomem, principalmete quando esses estão em pleno conflito religioso.

Meu desejo é que meu leitor indique essa obra para seus amigos que tenham "revelado" seus segredos em confiança... que seus sobrinhos e sobrinhas, filhos e filhas, pais e mães, amigos e amigas, enfim, que você mesmo possa ser o intermediário que possibilite o acesso a esse romance que muito pode oferecer a quem se encontra vivendo esse tipo de conflito.

Dia 22 de Maio (próximo sábado), na Livraria do Museu da República, na rua do Catete 153 (ao lado da estação de Metrô do Catete) - é bem fácil de chegar!

Espero ver você lá!

Um forte abraço,

Davy A. Rodrigues

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Dia Mundial de Combate à Homofobia! Uma questão de Inteligência e Maturidade no progresso da Humanidade!


Dia 17/05 é o Dia Mundial de Combate à Homofobia!

Um dia memorável para o progresso da Humanidade dita Civilizada! Só temos sinais de evolução quando somos tolerantes com as pluralidades da Criação Divina!

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Site OGlobo.globo.com: Igreja liga pedofilia a gays e não ao celibato


Mais uma vez na história a
Igreja não assume seus próprios "PECADOS" e passa a bola para as
minorias!
Confira nessa reportagem publicada pelo site do Jornal O Globo a resposta do Vaticano sobre os crimes de pedofilia praticados por padres.


CIDADE DO VATICANO. Em mais uma tentativa de defender a Igreja dos escândalos de abusos sexuais contra crianças, o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, afirmou ontem que é a homossexualidade, e não o celibato, que especialistas relacionam com casos de pedofilia. Segundo as declarações de Bertone, que podem causar polêmica entre grupos gays, a pedofilia é uma patologia que "toca todas as categorias de pessoas e, percentualmente, em menor medida, os sacerdotes".


- Muitos psicólogos e psiquiatras demonstraram que não há relação entre celibato e pedofilia, mas muitos outros me disseram recentemente que há relação entre homossexualidade e pedofilia - disse a jornalistas, após pergunta sobre se o celibato estimularia os abusos.


Apesar da declaração, o cardeal também reconheceu que o comportamento dos religiosos que cometeram abusos é "muito grave, é escandaloso".

quarta-feira, 31 de março de 2010

Vale tudo: Homossexualidade na antiguidade (Site Editora Abril)


Na Antiguidade, ninguém saía dizendo por aí que fulano era gay, mesmo que fosse. Por milhares de anos, o amor entre iguais era tão comum que não existia nem o conceito de homossexualidade - por Humberto Rodrigues e Cláudia de Castro Lima

A união civil entre pessoas do mesmo sexo pode parecer algo bastante recente, coisa de gente moderna. Apenas em 1989 a Dinamarca abraçou a causa – foi o primeiro país a fazer isso. Hoje, o casamento gay está amparado na lei de 21 nações. Essa marcha, porém, de nova não tem nada. Sua história retoma um tempo em que não havia necessidade de distinguir o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo – para os povos antigos, o conceito de homossexualidade simplesmente não existia.

Um dos mais antigos e importantes conjuntos de leis do mundo, elaborado pelo imperador Hammurabi na antiga Mesopotâmia em cerca de 1750 a.C., contém alguns privilégios que deveriam ser dados aos prostitutos e às prostitutas que participavam dos cultos religiosos. Eles eram sagrados e tinham relações com os homens devotos dentro dos templos da Mesopotâmia, Fenícia, Egito, Sicília e Índia, entre outros lugares. Herdeiras do Código de Hammurabi, as leis hititas chegam a reconhecer uniões entre pessoas do mesmo sexo. E olha que isso foi há mais de 3 mil anos.


Na Grécia e na Roma da Antiguidade, era absolutamente normal um homem mais velho ter relações sexuais com um mais jovem. O filósofo grego Sócrates (469-399), adepto do amor homossexual, pregava que o coito anal era a melhor forma de inspiração – e o sexo heterossexual, por sua vez, servia apenas para procriar. Para a educação dos jovens atenienses, esperava-se que os adolescentes aceitassem a amizade e os laços de amor com homens mais velhos, para absorver suas virtudes e seus conhecimentos de filosofia. Após os 12 anos, desde que o garoto concordasse, transformava-se em um parceiro passivo até por volta dos 18 anos, com a aprovação de sua família. Normalmente, aos 25 tornava-se um homem – e aí esperava-se que assumisse o papel ativo.


Entre os romanos, os ideais amorosos eram equivalentes aos dos gregos. A pederastia (relação entre um homem adulto e um rapaz mais jovem) era encarada como um sentimento puro. No entanto, se a ordem fosse subvertida e um homem mais velho mantivesse relações sexuais com outro, estava estabelecida sua desgraça – os adultos passivos eram encarados com desprezo por toda a sociedade, a ponto de o sujeito ser impedido de exercer cargos públicos.


Sexo para procriar

O judaísmo já pregava que as relações sexuais tinham como único fim a máxima exigida por Deus: “Crescei e multiplicai-vos”. Até o início do século 4, essa idéia, porém, ficou restrita à comunidade judaica e aos poucos cristãos que existiam. Nessa época, o imperador romano Constantino converteu-se à fé cristã – e, na seqüência, o cristianismo tornou-se obrigatório no maior império do mundo. Como o sexo passou a ser encarado apenas como forma de gerar filhos, a homossexualidade virou algo antinatural. Data de 390, do reinado de Teodósio, o Grande, o primeiro registro de um castigo corporal aplicado em gays.

O primeiro texto de lei proibindo sem reservas a homossexualidade foi promulgado mais tarde, em 533, pelo imperador cristão Justiniano. Ele vinculou todas as relações homossexuais ao adultério – para o qual se previa a pena de morte. Mais tarde, em 538 e 544, outras leis obrigavam os homossexuais a arrepender-se de seus pecados e fazer penitência. O nascimento e a expansão do islamismo, a partir do século 7, junto com a força cristã, reforçaram a teoria do sexo para procriação.


Durante muito tempo, até meados do século 14, no entanto, embora a fé condenasse os prazeres da carne, na prática os costumes permaneciam os mesmos. A Igreja viu-se, a partir daí, diante de uma série de crises. Os católicos assistiram horrorizados à conversão ao protestantismo de diversas pessoas após a Reforma de Lutero. E, com o humanismo renascentista, os valores clássicos – e, assim, o gosto dos antigos pela forma masculina – voltaram à tona. Pintores, escritores, dramaturgos e poetas celebravam o amor entre homens. Além disso, entre a nobreza, que costumava ditar moda, a homossexualidade sempre correu solta. E, o mais importante, sem censura alguma – ficaram notórios os casos homossexuais de monarcas como o inglês Ricardo Coração de Leão (1157-1199).


A preocupação científica com os gays começou no século 19. A expressão “homossexual” foi criada em 1848, pelo psicólogo alemão Karoly Maria Benkert. Sua definição para o termo: “Além do impulso sexual normal dos homens e das mulheres, a natureza, do seu modo soberano, dotou à nascença certos indivíduos masculinos e femininos do impulso homossexual(...). Esse impulso cria de antemão uma aversão direta ao sexo oposto”. Em 1897, o inglês Havelock Ellis publicou o primeiro livro médico sobre homossexualismo em inglês, Sexual Inversion (“Inversão sexual”, inédito no Brasil). Como muitos da época, ele defendia a idéia de que a homossexualidade era congênita e hereditária. A opinião científica, médica e psiquiátrica vigente era de que a homossexualidade era uma doença resultante de anormalidade genética associada a problemas mentais na família. A teoria, junto das idéias emergentes sobre pureza racial e eugenismo nos anos 1930, torna fácil entender por que a lobotomia foi indicada para os homossexuais.


A situação só começou a mudar no fim do século passado, quando a discussão passou a se libertar de estigmas. Em 1979, a Associação Americana de Psiquiatria finalmente tirou a homossexualidade de sua lista oficial de doenças mentais. Na mesma época, o advento da aids teve um resultado ambíguo para os homossexuais. Embora tenha ressuscitado o preconceito, já que a doença foi associada aos gays a princípio, também fez com que muitos deles viessem à tona, sem medo de mostrar a cara, para reivindicar seus direitos. Durante os anos 80 e 90, a maioria dos países desenvolvidos descriminalizou a homossexualidade e proibiu a discriminação contra gays e lésbicas. Em 2004, o Supremo Tribunal dos Estados Unidos invalidou todas as leis estaduais que ainda proibiam a sodomia.


“Em toda a história e em todo o mundo a homossexualidade tem sido um componente da vida humana”, escreveu William Naphy, diretor do colégio de Teologia, História e Filosofia da Universidade de Aberdeen, Reino Unido, em Born to Be Gay – História da Homossexualidade. “Nesse sentido, não pode ser considerada antinatural ou anormal. Não há dúvida de que a homossexualidade é e sempre foi menos comum do que a heterossexualidade. No entanto, a homossexualidade é claramente uma característica muito real da espécie humana.” Para muitos, ainda hoje sair do armário continua sendo uma questão de tempo. As portas, no entanto, vêm sendo abertas desde a Antiguidade.

Amor na ilha de Lesbos
Há muito pouco registro do lesbianismo até o século 18

O historiador romano Plutarco dizia, no século 1, que na cidade grega de Esparta todas as melhores mulheres amavam garotas. Apesar disso, há muito pouco registro sobre o lesbianismo até pelo menos o século 18. Os termos “lesbianismo” e “lésbica”, aliás, têm origem na ilha grega de Lesbos, no mar Egeu, local de nascimento da poetisa Safo (610-580 a.C.) – seu nome originou a palavra “safismo”. Embora os livros de Safo tenham sido queimados por ordem de Gregório de Nazianzus, bispo de Constantinopla, cerca de 200 fragmentos resistiram ao tempo e ao cristianismo. Os poemas revelam uma paixão exuberante ao amor feminino, o que faz crer que a autora tenha partilhado desse sentimento. É impossível, no entanto, afirmar se a autora realmente amou as mulheres que enaltece em seus poemas – ou se era apenas uma questão de estilo. Um dos primeiros códigos legais a fazer menção ao homossexualismo feminino é um francês de 1270. Ele estabelecia que o homem que mantivesse relação homossexual deveria ser castrado e, se reincidente, morto. E também que uma mulher que tivesse relações com outra mulher perderia o “membro” se fosse pega. Que “membro” seria cortado, porém, o código não especifica.



Vale à pena sair do armário (Site A Capa - Por Marcelo Hailer 30/3/2010)




Todo mundo comentava, mas ninguém afirmava. E assim foi que Ricky Martin saiu do armário, por livre e espontânea vontade. Não foi revista de fofoca e nem um paparazzi que o flagrou saindo de uma boate gay. Martin simplesmente não aguentava mais viver escondido e se utilizou do blog para contar. "Sou um homossexual afortunado", declarou o agora assumido Rick. É a noticia. Está na mídia do mundo inteiro.


Mas a saída de armário do cantor porto-riquenho nos faz levantar algumas questões: por que só agora, quando o cantor está no ostracismo? Oportunismo? Tentativa de voltar à mídia? Atitude sincera de um artista que a vida inteira viveu sob os holofotes e era vendido como galã?Acredito que a ultima pergunta nos aproxima mais dos motivos que levaram Ricky Martin a se assumir, pois, ele não está sozinho na resposta.


Ao lado do ex-integrante da boy band Menudos dois cantores de grande sucesso configuram entre aqueles que negaram a homossexualidade e depois saíram do armário: Elton John e George Michael.O cantor e pianista Elton John desfrutou de grande sucesso no fim da década de 60 e durante os anos 70 foi um dos artistas que mais faturou. A partir de então inúmeros boatos surgiram em torno da sua sexualidade. Elton negava que fosse gay.Em 1984 o dono do hit "Nikita" anunciava o seu casamento com a engenheira Renate Blauel, união que terminaria dois anos depois. Mais tarde Elton John contaria para todos que Renate era uma amiga e que o casamento havia sido feito para espantar os boatos a respeito de sua homossexualidade.Na mesma época em que Elton saia do armário surgia outro cantor recordista de vendas e paradas.


Tratava-se de George Michael, que iniciou a sua carreira com o grupo Wham!, que abandonou em 1988, quando lançou "Faith", o disco mais vendido daquele ano. George se estabiliza como astro pop, era bonito e adorado pelas mulheres. Os boatos sobre a sua sexualidade também começam a pipocar na imprensa e não há afirmativa por parte do cantor.Talvez a saída de armário de George Michael tenha sido a mais traumática: em 1998 foi alvo de uma armadilha feita pela polícia no banheiro público de um parque em Beverly Hills, onde ele foi preso acusado de atentado ao pudor por tentar fazer sexo oral com um homem. Elton John e George Michael superaram o armário. Hoje Elton está casado de papel passado. Em seu último disco de estúdio, "Patience", George Michael fala abertamente sobre as suas relações homossexuais, porém, o cantor vive profundo ostracismo.


Será que agora Ricky Martin irá lançar um disco sobre os seus amores secretos?Apesar de Elton ser um dos artistas que mais vendeu da história da música, nunca mais recuperou o brilho de sua carreira alcançado entre as décadas de 70 e 80, apesar do Oscar pela canção do desenho "O Rei Leão", nos anos 90.George Michael nunca mais conseguiu se recuperar. Na época em que foi flagrado fazendo sexo oral em um banheiro público ele foi detonado pela mídia em geral. Hoje Michael está se tratando do vício em crack.Aqui falamos de três cantores de três geraçãoes de uma época em que os empresários obrigavam que permanecessem no armário.


O motivo era sempre o mesmo: cantor gay assumido vende menos e fica estigmatizado. Aí está, principalmente, Ricky Martin, pois, ele era o galanzinho do Menudo e depois virou o galã das celebridades. Quem não se lembra dos boatos sobre ele e Madonna?Saindo da música e olhando para o mundo das celebridades masculinas como um todo, quantos artistas não são alvo de comentários a respeito de sua homossexualidade? Atores que recusam papeis gays, jovens cantores que sempre anunciam namoradas que nunca são vistas e assim por diante.


E a pergunta é: vale a pena, por livre e espontânea vontade, sair do armário?